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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que significa cultivar?

Usando o senso comum, fica fácil entender que cultivar é investir, trabalhar duro, dedicar-se ao máximo aquilo que se escolheu ser o foco de seu amor e atenção! Investir tem haver com aplicação de dinheiro e tempo, mas também com se desgastar, dar atenção, se relacionar, ter paciência e nunca desistir. Cultivar e investir falam de um processo que não leva dois dias, dois meses ou dois anos, mas de algo que tomará tempo e desdobrará em fases e estações pela vida afora.

Muitas vezes o cultivo exigirá renúncia, desconforto, desgaste, perda e dor. É impossível cultivar sem sofrimento. Se alguém não quer sofrer, que vá para a clausura! É seguro, protegido repetitivo e previsível; Ágora, para quem quer viver de verdade e não fugir para um ceuzinho artificial, afirmo claramente: cultivar um relacionamento dói! Da mesma forma que crescer dói e tem custo.

Cultivar e investir exigirá que você perdoe e esqueça inúmeras vezes, sem devolver ao outro na mesma moeda. Muitas vezes seu cônjuge será injusto e egoísta, seus filhos serão cruéis ao usar seu tempo, sua atenção e sua vida. E, então o que você vai fazer? Desistir?

Trecho tirado do livro: O Jardineiro Fugiu!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O BIBLIOTECARIO FRENTE ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

Almir Souza da Silva

Pós-Graduando em Planejamento e Gerenciamento de Sistemas de Informação

19/02/2011

Sabe-se que a biblioteconomia é uma das profissões mais antigas que se tem conhecimento, acredita-se que tenha sido estabelecida pelas práticas dos monges que detinham, guardavam e controlavam o acesso as informações. Durante muitos anos criou-se uma imagem de bibliotecário antiquado, aquele que falava baixo, sempre pedia silêncio, e que passava o dia inteiro sentando lendo livros e mais livros numa biblioteca mal iluminada e com cheiro de mofo. Talvez essa imagem tenha sido criada pelo próprio sentido da profissão, que durante muitos tempo se deteve a um espaço físico no qual existiam e ainda existem coleções enormes, acervos diversos de materiais físicos, onde toda a responsabilidade de organização, catalogação e demais processos técnicos faziam do bibliotecário um profissional pouco comunicativo e mais centrado em suas atribuições.

Porem com o advento da internet, o fluxo das informações, produções cientificas e literárias começam a dar um novo rumo a uma profissão que outrora passara anos sem muitas revoluções, se é que assim pode ser chamada, em seu âmbito profissional, hoje qualquer pessoa que tenha um dispositivo móvel ou não com acesso a internet consegue se comunicar, pesquisar em qualquer parte do mundo, independentemente do idioma que o site esteja, isto porque já existem diversas ferramentas de traduções simultâneas para o idioma escolhido pelo usuário, os produtos e serviços disponíveis na rede são enormes, dentre eles, bibliotecas digitais, enciclopédias virtuais, portais de noticias, museus virtuais, base de dados e uma imensidão de plataformas informacionais que estão ao alcance dos usuários. Todavia diante de tantas opções e a falta de uma semântica para extrair deste quase infinito mundo de informações, algo que seja pertinente, se faz necessário um profissional especializado para a mediação da informação.

Infelizmente ainda existem bibliotecários avessos a essa nova realidade, muitos não concordam com o conceito de que a tecnologia pode auxiliar em todos os processos tradicionais de uma biblioteca, outros já acreditam que as novas mudanças tende a estabelecer e fortificar o trabalho e a imagem do bibliotecário. Acredito na segunda hipótese, pois entendo que a partir do momento que o profissional utilizar das ferramentas tecnológicas para o processo técnico de uma biblioteca, cito como exemplo a utilização da CDU online disponibilizada pela UDC Consortium na qual facilita muito o trabalho do profissional, e é bem simples de ser consultada, a OCLC Dewey Cutter Program, programa este que define a notação de autor, entre outros recursos e ferramentas disponíveis para o auxilio, o profissional bibliotecário terá mais tempo para dedicar-se ao estudo e adequar-se usuário de forma mais singular.

Não obstante, acredito muito na força das redes sociais como veiculo de comunicação e marketing entre bibliotecário, unidades de informações e usuário, hoje existem vários sites de relacionamento, e um dos mais populares no mundo o Facebook, no qual chegou recentemente a 500 milhões de usuários no mundo, possibilita ao bibliotecário se aproximar, divulgar e ofertar os serviços por ele prestado, é uma excelente forma de ver e ser visto pelos usuários potenciais que não foram educados a procurar um bibliotecário que o auxilie em suas pesquisas e lhe mostre novos caminhos a seguir.

Por fim, acredito que o mundo esta se tornando cada vez mais tecnológico, do ponto de vista cultural, e esta é uma tendência irreversível, cada vez mais a tecnologia ocupará um espaço maior no nosso cotidiano, novas ferramentas, plataformas serão criadas, e cabe ao bibliotecário acompanhar e se atualizar a todas estás mudanças para se consolidar no mercado de trabalho e ser valorizado pelas suas competências deixando para o passado aquela imagem citada no começo deste texto.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Gostaria de relatar algo que me deixou impressionado no ultimo domingo, estava em um shopping de São Paulo, passeando com minha namorada, algo totalmente natural na vida de muitos paulistanos, quando resolvemos parar para jantar, a praça de alimentação como sempre extremamente cheia, disputas de lugares acirradas, pedi para ela procurar um local para que pudéssemos nos acomodar enquanto eu ficava na fila para fazer nossos pedidos, e é aí que começa o desenrolar da “estória”, fiquei bestificado com a quantidade de pessoas acessando e-mail, twittando, em bate-papo, etc, enquanto aguardavam ali na fila, todas dentro de seus mundos, na qual parece que não existe mais ninguém ao redor, e eu não estou falando de shoppings na zona sul, falo de um shopping no extremo leste de São Paulo, no qual não é novidade para ninguém os problemas e situações financeiras que por lá existem, no entanto aquilo me chamou a atenção e fez-me refletir... Definitivamente nossa sociedade está literalmente digerida pela tecnologia outrora saciada apenas pelos mais abastados, e quais serão os próximos passos, qual o rumo que a tecnologia vai ditar para que a sociedade lhe acompanhem? Infelizmente é impossível prever, porem acredito que a modernidade, a tecnologia, estão nos tornando mais individualistas, está sendo prejudicial a saúde coletiva e estamos perdendo contato com as coisas simples da vida!!! E por fim parafraseando Johnny Depp, às vezes, eu queria fugir gritando do nosso mundo obcecado por tecnologia...!

18-01-2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ler devia ser proibido, nada contra quem lê, mas...

Pensando a respeito acho que ler devia ser proibido. Nada contra quem lê, mas de certas coisas não se duvida e ler não é nada bom.

A leitura nos torna incapazes de suportar a realidade. A leitura tira o homem de sua vida pacata e o transporta para lugares nada convencionais.

Para uma criança o perigo é ainda maior pois ela pode crescer inconformada com os problemas do mundo e querer até mudá-lo. Dá pra imaginar?

Outra coisa, ler pode estimular a criatividade e você não quer uma criancinha bancando o geniosinho por aí, quer?

Além disso a leitura pode tornar o homem mais consciente e ia ser uma confusão se todo mundo resolvesse exigir o que merece.

Nada de vagar pelos caminhos da imaginação, simplesmente porque leu um bom livro.

Há quem diga que ler engrandece, mas eu não conheço um caso sequer.

Quer um conselho? Silêncio! Ler só serve aos sonhadores e sua vida não é uma brincadeira!

Cuidado! Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas.


A poesia prevalece



Luís de Camões (1524-1580)


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lançamento: 28-01-2011



EM DEFESA DE DEUS: o que a religião realmente significa


SINOPSE

No livro 'Em defesa de Deus', Armstrong promove um vigoroso diálogo entre religião e filosofia. A autora ressalta o fato de que cisão entre fé e razão é recente, e que é possível, por meio de uma reformulação de conceitos, entender a religiosidade como parte fundamental da solução dos problemas da atualidade. Misto de história e filosofia da religião, o livro cobre o período de 30000 a.C. ao século XXI, dialogando com os principais pensadores do sagrado. Dos pré-socráticos, Platão e São Tomás de Aquino a Newton, Darwin e Freud, 'Em defesa de Deus' investiga os alicerces da fé e da ciência, discutindo as repercussões, nas estruturas sociais, das crenças religiosas e do ateísmo.


FICHA TÉCNICA

Autor: Karen Armstrong
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
ISBN: 8535917942
ISBN13: 9788535917949
Edição: 1ª Edição - 2010
Número de Páginas: 400
Acabamento: BROCHURA
Formato: 16,00 x 23,00 cm.